sábado, setembro 27, 2008

Caminhos Solitários

- Eles nunca foram felizes?, você perguntou.
Não, nunca serão. É uma pena, mas esta é a história que eu queria contar. E, sem saber, seria a que eu viveria.

- Eu te amo para sempre, ele disse.
Que tolice, que tolice.
Havia se esquecido de que ela não sabia o que era amor, e que coração nenhum sobrevive ao repúdio.
De coração partido ele iria embora para sempre.

Para aquela praia longínqua, você se lembra, Penélope? Aquele lugar que fica além do fim. Terminado seu mundo ele teria que se dirigir para onde não há mais mundo.
Sem coração, sem alma.
Como conseguiria escrever seu livro?
Penélope realizou seu sonho depois do fim do mundo?
Teria um longo caminho para se reencontrar.

Onde encontrar a alma novamente? Onde não doía? Onde estavam seus sonhos? Perdidos, interrompidos, brutalmente desvastados.

Teria que reaprender a sonhar, que é apenas uma forma de amar.
Estava achando muito difícil amar de novo, depois que a mulher de sua vida lhe dissera que não o amava, não o amara, não queria mais tentar.
(Isto, sussurrou, era o Fim).




E agora?

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