Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Burning Bridges





When you are not there, you push foward.

When you know everything, you break yourself.
- And why do you break yourself?
So God can come in...

For people living in the end of the world, there is only one way to go.
Across the border,
over the edge,
to the other side, where life so far cannot be no more.
Where birds sing inverted tunes, and all the mirrors lead to silent forests.
Take the road, or you´ll never get there.




Guys, the end of the world is not enough.
I'm following the East Wind to find myself.

Terça-feira, Novembro 10, 2009

All Souls Night

Vou falar um pouco dos mortos.

Sabriel, Lirael e Abhorsen não são livros sobre zumbis. Não mais do que A Saga Otori é um livro sobre ninjas. Quer dizer, nenhuma das duas trilogias pode ser simplificada desse modo, e acho que é por isso que as duas histórias sao tao boas.
Eu assisti a um programa sobre livros policiais que dizia que, sendo um gênero meio desprezado pela "alta-literatura", o maior elogio que podiam fazer a um romance deste tipo era que ele "transcendia o gênero". O problema é que esse é o único elogio que eu consigo pensar em fazer para Sabriel.
E pensa só: o gênero de fantasia é bem desprezado nos meios literários. Por que? O que eu acho curioso é que os livros mais importantes para a minha juventude pertenciam a este gênero. Os livros que mais me fizeram crescer e pensar - de um certo modo, meus mitos pessoais - foram livros como O Senhor dos Anéis, a Bússola Dourada, Viagem á Trevaterra, Taran Wanderer, etc.
Que curioso. Acho que eles sáo meio desprezados pela "alta-literatura" por náo terem nenhuma preocupacáo com... a linguagem talvez. Com alcancar o Parnáso através da juncáo perfeita de letras e palavras em frases fantásticas.
Náo quero desprezar os livros considerados de "alta literatura". Mesmo que as aspas me fazem soar irónico, eu os adoro também. É o máximo quando a juncáo perfeita de letras e palavras nos leva ao Parnáso!! (que engracado... Parnáso, de onde eu tirei isso? Por que náo disse Paraiso? Parece até que estou criticando os Parnasianos)
Mas ao mesmo tempo, com os livros de fantasia... Que histórias! Que histórias fantásticas e fascinantes, que nos viram de ponta-cabeca! E náo é qualquer um que faz isso. As enormes e enormes estantes cheias de livros de fantasia que sáo, no máximo, leitura aceitável, estáo ai para provar. Os bons livros de fantasia náo sáo qualquer um: sáo bons mesmo, sáo boas histórias, sáo fantásticos de se lerem, sáo instrumentos que te fazem crescer.
É uma pena que náo haja muita mistura entre os autores de fantasia e a "alta-literatura". Literatura náo é fantasia? Náo é imaginacáo? Por que entáo os que usam muita imaginacáo náo se tornam grandes autores que nos levam aos Céus com suas juncoés de palavras e letras em frases fantásticas??
(Ha! Náo disse Parnáso dessa vez!)
E Sabriel... Sabriel é muito bom. Mas o autor (Garth Nix) náo é um autor muito bom. Eu sinto muito, mas... Mais do que a técnica linguistica, ele tem uma boa história para conduzir o livro. Náo, diferente disso, ele tem boas invencóes. O que eu queria era que ele fosse um bom escritor também. Náo seria o máximo?
Mas ele tem muitas qualidades: Construir um mundo realista e diferente. Em outras palavras: Construir uma boa fantasia.
A idéia dos sinos... Cara, náo sei nem explicar! É como se voce lesse e falasse "Sim, claro! Um necromante com certeza trabalha com sinos", é uma coisa que voce nem pensa, ela simplesmente... está certa.
E estou me lembrando agora que a coisa que eu mais gosto desse livro é o modo como ele descreve a magia. Na minha opiniao, a magia de Sabriel é uma das mais acreditáveis e bem-feitas de todos os romances de fantasia que eu li. E isso pelo modo como o autor a descreve.
E esse modo é... Náo descrevendo! Ele náo explica como a magia funciona, náo explica o que ela é, náo explica quem faz e quem náo faz. Ela simplesmente existe. Como água, como vento.
Ele fala o tempo todo em Charter, e em como os personagens "tecem" o Charter e constróem figuras com eles, mas voce nunca entende o que diabos sáo esses Charters!! Seráo as figurinhas desenhadas na capa? Os simbolos mágicos? Náo sei... O livro é silencioso. E essa náo-explicacáo torna toda a magia extremamente acreditável. Quanto menos se mostra da magia, melhor. Quanto menos se explica o que é preciso para faze-lo, melhor. Eu acho o Charter fantástico, e uma das razoes é que eu náo sei explicá-lo, eu náo sei nem o que é. Isso é meio que deixado para a imaginacáo de cada um.
Como eu disse, é um livro bom. Porque náo é simplesmente um livro sobre zumbis. É um livro sobre sinos e rios e sobre achar a sua... profissáo? Acho que em ingles soa melhor: find your trade. Aquilo que voce faz.
Livros de fantasia sáo muito bons. A contribuicáo deles para as mitologias pessoas de cada um é enorme. Esse é meu verdito: eles deviam ser melhor escritos.


Vou falar um pouco sobre o fogo.

Alguns meses atrás eu assisti a uma palestra interessante. Era sobre uma mulher que resolveu escrever a biografia de duas irmás fantásticas que viveram mais ou menos no final do século XIX. Desde cedo as duas irmás comecaram a se interessar por aprender várias linguas. Isso comecou como um incentivo do pai delas, que acabou revelando um talento natural que elas tinham. Depois de aprenderem todas as linguas européias (italiano, espanhol, ingles, alemao, frances) elas decidiram se dedicar ao grego antigo. E se sairam muito bem. Elas comecaram a se interessar entao por História Antiga, que era um passatempo muito desencorajado para duas damas do século XIX. Na verdade, elas tiveram muita dificuldade em aprender alguma coisa, porque os homens da Unviersidade estavam sempre bloqueando a participacao delas em discussoes e coisas assim e viviam tratando-as como criancas bonitinhas que resolveram aprender algo "para adultos".
As duas irmás também gostavam muito de viajar. E além de estudarem História Antiga, elas fizeram outra coisa que nao era nada recomendado para mulheres nessa sociedade: elas viajaram sozinhas para o Egito. E se divertiram muito. Se viraram muito bem sozinhas. (Claro que, antes de viajar, elas aprenderam o idioma árabe. Para facilitar as coisas.)
Enquanto viajavam pela Peninsula do Sinai, elas resolveram visitar um mosteiro meio perdido nas montanhas. Era um mosteiro importante, mas bem secluso. Por séculos os monges mantinham as tradicóes do lugar. Só para voces terem uma idéia, ele era todo murado e náo tinha nem portao.
As duas irmás foram bem recebidas pelos monges. Depois de icadas por cima dos muros, elas tomaram residencia no mosteiro. E lá, elas encontraram um biblioteca fantástica. Esse foi o grande momento da vida delas, que inspirou a pesquisadora a escrever a biografia. Elas acharam textos que datavam do inicio do cristianismo, uma fonte de informacóes preciosissima que esteve por anos escondida nesse lugar. Acho que nem os monges sabiam que tinham esse papéis todos.
Elas resolveram voltar no ano seguinte, com um grupo de especialistas para catalogar e estudar os documentos achados. Para tomar parte ativa do projeto, elas até aprenderam Aramaico, a lingua em que os textos estavam escritos, "o que nao é muito dificil depois se voce já sabe grego antigo e árabe".
Os pesquisadores da universidade ficaram tentando o tempo todo excluir as duas irmás do trabalho e das honras da pesquisa, mas a verdade era que elas eram muito eficientes na hora de catalogar os documentos da biblioteca do mosteiro e também os monges gostavam muito mais das duas aventureiras e eram muito mais cooperativos com elas.
Mas eu estou contanto essa história toda porque esse era um mosteiro especialmente importante. A história das duas irmás é bem legal, mas o que eu mais gostei foram as fotos que essa pesquisadora tirou do mosteiro hoje em dia (agora devidamente provido de portas). Esse mosteiro era especial porque ele fica no lugar em que Moisés viu Deus pela primeira vez. E Deus apareceu a Moisés como:
1 - Uma voz, (que é a tradicional representacáo divina)
2 - Um arbusto flamejante que náo se consumia.(Que é uma imagem muito mais legal. Deus como um fogo divino!)
Esse mosteiro foi construido no lugar em que Moisés viu o arbusto se cosumir em chamas. E diz a Biblia que ele perguntou para a aparicao:
- Quem é voce?
E Deus respondeu
- Eu Sou O Que Sou.
Que é uma resposta muito engracadinha e evasiva da parte de Deus, mas nós sabemos que Ele náo é bobo e sabe que os nomes tem poderes e que os nossos nomes nas bocas dos outros podem ser perigosos.
A pesquisadora mostrou uma foto de um bonito arbusto no pátio central do mosteiro. Eu achei muito impressionante, ver o arbusto verde que é creditado como a primeira aparicáo fisica de Deus...
Mas essa também náo é a razáo de eu estar contando essa história. O que eu queria dizer com tudo isso é que a pesquisadora, no final da palestra, apontou um detalhe no canto da fotografia:
- Agora tem isso, que eu náo entendi muito bem (ela disse). Eu náo sei porque os monges colocaram isso aqui, mas tem um extintor de incendio do lado do arbusto. Sei lá, eles estavam com mêdo que o milagre acontecesse de novo ou algo assim?
Enfim, achei isso muito divertido.

E acabo de me lembrar de um cantor que eu recentemente descobri, chamado Leonard Cohen. Ele foi o compositor daquela música famosinha, a Halleluja que aparece no filme Shrek e Edukators.
Esse cantor/compositor é muito muito bom. (repare, dois muitos). Eu estou escutando músicas dele que sáo fantásticas. E eu queria compartilhar um pedacinho de uma chamada Joan of Arc.
Se voces acharem mais interessante, escutem a música antes de lerem. Sei lá, vai que música tem spoiler...
Mas o que eu gosto dessa música é que Deus é Fogo. Um Fogo que segue Joana D`Arc e chama ela para uma vida incomum. Deus se apaixona por Joan of Arc, eu achei isso bonito. Ele se apaixona pela solidáo dela, pelo orgulho dela! Ele pede a ela que venha e se torne Fogo com ele, que se torne Glória. Ela se entrega a Deus e...

It was deep into his fiery heart
He took the dust of Joan of Arc,
And then
then she clearly understood...
If He was Fire,
Oh!... Then she must be wood.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

My Life, Lost In The Wild

Ela tremia muito. Tava com medo, porque sabia que estava perdendo o controle. A magia fluia pelas suas mãos, para fora, para fora...
E em um segundo estava vazia. Dentro, era uma longa superfície.

Era uma vez... Gente estranha.

Programas New-Age Bizarros:
Um Link

Livros que voce nunca pensaria em encontrar até se deparar com eles na livraria:
Outro Link

Esse é o pior de todos:
Clique aqui.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

King Harald in Constantinople

- King Harald: half-brother of the King of Norway, viking explorer that ended up working for the Varangi guard of the Byzantine Emperors. Later, he would regain Norway and die in the famous year of 1066 while trying to conquer England as well.
- Varangian Guard: Byzantium's viking army.
- Georgios: Byzantine general.


Este é um capitulo da Harald's Saga:

Once on an overland march they had decided to camp for the night near a forest. The Varangians were the first to arrive in the area, and they chose the best place they could find for pitching their tents; it was on the highest ground, for the terrain was rather boggy and the rain would turn the lower ground into a swamp ill-suited for camping.
When Georgios arrived and saw where the Varangians had pitched their tents, he ordered them to move their camps elsewhere, saying that he wanted to pitch his own tents there himself.
But Harald said, "If you arrive first at the night quarters, you would choose your own place and we would have to be content with pitching our tents elsewhere. In the same way, you can now camp anywhere you like - except here. I had assumed that it was a privilege of the Varangians here in the Byzantine Empire to be completely free and independent of all others, and to be beholden only to the emperor and empress to whom they owe their allegiance."
They argued this fiercely, until finally they seized their weapons and were on the point of coming to blows. But wiser men intervened and separated them, and said it would be more sensible for them to settle the matter by clear agreement once and for all, to prevent similar disputes arising in the future. So a peace meeting was arranged by the best and wisest men, and there it was agreed with the consent of all parties that lots should be thrown on to a piece of cloth and that the Greeks and the Varangians should then draw the lots to decide which of them should take precedence when riding or rowing or putting in at harbour or choosing the ground for their tents. And the decision reached by the drawing of lots was to be binding on both sides.
Now the lots were made. But before they were marked Harald said to Georgios, "I want to see how you are marking your lot, to make sure we do not mark our lots in the same way".
Georgios agreed. Then Harald marked his own lot and threw it in the cloth alongside the other. The man who had been chosen to draw the lots now picked one of them out and raised it aloft between his fingers and said, "The owner of this lot shall take precedence when riding and rowing and putting in at harbour and choosing the ground for his tents".
Harald seized his hands and snatched the lot away from him and hurled it into the sea. Then he said, "That was my lot that was drawn".
"Why did you not let everyone else see it?" demanded Georgios.
"We should look at the one that`s left" one man said. And when the remaining lot was examined, everyone saw that it had Georgios' mark upon it; so it was decided that the Varangians should take precedence in all the matters that were in dispute.
Many other disagreements arose between them, and Harald always got the better of it in the end.

Sexta-feira, Outubro 16, 2009

Etlyr no Fim do Mundo



O fim do mundo era um rio de fogo e uma cabana onde morava uma bruxa.
Ela voou até lá com o vento sudeste, que tinha a forma de um cáo com olhos do tamanho de pires.
Voou de volta com o vento noroeste, que tinha a forma de um tigre com olhos de prata. Nas máos trazia um colher pequena e delicada.
Voltou até Esperanza. A cidade que fica na beira do mundo e onde todos perderam os sonhos. Náo há nada lá. Só pessoas perdidas que náo consegue voltar para casa. E o Abismo Negro que impede as pessoas de seguirem pelo céu.
- Eu trouxe a colher de prata - ela disse - E eu trouxe o vento norte - que tinha a forma de uma serpente com coxas de ouro - Entáo por favor me escutem!
Em Esperanza é sempre crepúsculo.
E o mundo é sempre muito longe.


Um dia o Vento Sul sopraria o Abismo Negro para longe e traria o sol de volta para a cidade sem sonhos.
Mas essa já é outra história...

Quinta-feira, Outubro 15, 2009

O Fim do Mundo II

Eltyr e Haccu chegaram no Fim do Mundo.
- E se essa nao for a nossa história? Digo, essa nao deve ser a nossa hsitória

Gamma e Haccu chegaram no fim do mundo.
Havia um rio de fogo e uma cabana. E só. Esse era onde o pântano e o mundo terminavam.
Aí eles entraram na cabana. Na beira do fogo só havia um homem. Ele parecia cansado. Todos os mecanismos e estátuas dependurados em todas as paredes da pequena cabana também pareciam cansados.
- Eu sou o Homem Santo - ele disse - E fazem muitos anos que ninguém me vê. Os homens-lagarto e as mulheres-cobra são inteligentes e sabem que devem me evitar. Nós nunca nos encontramos porque eles nunca vem ao vimdomundo.
- Fim do Mundo - corrigiu Haccu, inintencionalmente.
- O que voces veem?
- O que nós viemos fazer aqui? - Gamma perguntou.
- Nao. Nao foi isso que eu perguntei. O que voces veem?
- Ah, voce quer dizer... - Haccu comecou a dizer
- Nao precisa explicar também - disse o Homem Santo - É só responderem. Que droga! Só digam o que estão vendo nesta minha casa! Não é tão difícil, não é nada. Merda, esperei anos por dois imbecis.
- Eu vejo estátuas - disse Haccu, sempre pronto para corrigir suas faltas
- Isso... - disse o Homem Santo - Voces veem estátuas. Muito bem, o que mais?
- Esquece essa besteira. A gente quer saber onde está o templo. - disse Gamma.
- Certo... Olha garota, eu estive aqui por anos... Voce poderia ao menos ter algum respeito por mim, sendo mais velho e tudo o mais. Olha, quero dizer, eu sou um sábio, porra. Eu vivi anos nessa cabana esperando por voce, trabalhando na merda dos bonecos e mecanismos. Eu mereço algum respeito, não mereço?
- Tá, sinto muito.
- Claro, sem problema. Voce é a Escolhida, então eu vou aquitar todas as suas ações. Sim, eu falei aquitar. Algum problema? Como se um velho numa cabana não pudesse ter a porra de um bom vocabulário.
- Eu não... - Haccu ia...
- Eu sei, eu sei. Voce não tinha a intenção. Olha, que merda, eu nem sou tão velho assim. Meu nome é Muhammad. E eu realmente amo meus mecanismos. E, olha, eu só estou dizendo isso porque voce é a Escolhida e tal... Eu gostei de voces, sério mesmo. Eu nunca contaria isso para ninguém, então é melhor aproveitar a chance e dizer tudo o que eu queria dizer na vida agora. Assim não tenho que me preocupar, não é? Sei lá, isso não tá fazendo muito sentido.
Gamma puxou uma cadeira e se sentou de frente para o Homem Santo.
- O seu amiguinho não vai querer se sentar?
- Deixa - disse Gamma enquanto Haccu puxava uma cadeira também - Eu sei que dá vontade e é até bem fácil provocar ele. Mas ele é legal, sério.
O Homem Santo deu de ombros
- Eu amo meus mecanismos. É isso o que eu queria dizer. A minha vida inteira pode ser resumida em uma frase assim. Eu amo essas drogas de máquinas e pequenos bichos de metal. E falo sério: até abandonei uma garota por causa deles. Mesmo. Ela era bonita e tudo o mais, uma garota legal. Mas isso foi a muito tempo. Deixa pra lá; eu fiquei com eles, então acho que tudo bem.
- Voce se arrepende de te-la abandonado? - Haccu perguntou.
-Porra, que raio de pergunta é essa? Voce é imbecil ou algo assim? Não se pergunta esse tipo de coisa. Bom, mas sim. A resposta é sim. Me arrependo todo dia, mas não sei se eu tinha muita escolha, não é mesmo. Eu era jovem e estúpido, então tudo bem. Mas escolhi uma coisa que jovem estúpidos não escolhem. Nunca senti que tinha muita escolha mesmo. É como se eu me arrependesse, mas não tem mais nada que eu podia ter feito.
- Tá... - disse Gammma - Tá, acho que entendo. Ser escolhida é uma droga também.
O Homem Santo sorriu.
- Eu sei.
Gamma sorriu sarcasticamente
- Deixa eu adivinhar... Nao sou a primeira.
- Não - ele sorriu de volta - Mas é a mais bonita.
Haccu já estava achando essa conversa estúpida.
- Enfim, onde eu estava? Ah é, em lugar nenhum. Minha conversa não tem nenhum ponto, então não importa de onde eu comece mesmo... Eu amo essas máquinas. Já falei isso. Vou até repetir mais uma vez: eu amo esses imbecis!
Ele abriu os braços, abriu o sorriso, mostrando até com os olhos arregalados as incríveis coisas dependuradas.
- Eu posso consertar qualquer coisa que esteja quebrada! Eu posso substituir uma criatura por peças!
- Voce pode construir um ser vivo?? - Haccu perguntou
- Não. Nunca consegui criar a vida. Mas posso pegar um ser já vivo e transofrma-lo em máquina completa! Já pensou em tentar? Posso te ressucitar se voce morrer. Voce já morreu? Quer tentar? Eu posso te trazer de volta, eu realmente posso!
Gamma movia a cabeca de um lado a outro
- Isso é mesmo fantástico. Mas não. Mantenha essa chave de fenda desse lado. Eu nao quero virar um maldito robô e já tive mortes o suficiente por uma vida. Obrigada, eu vou ficar como estou.
- Então... O que voces querem?
- A Boca.
- Sim! EU posso abri-la para voces.
Gamma permaneceu sentada e estudava o rosto do Homem Santo.
- O que aconteceu com as outras Escolhidas? Voce abriu a porta para elas também? O que elas fizeram que nao conseguiram terminar a missão?
O Homem Santo ainda sorria. E mais ou menos seu sorriso se deformava em uma cara feia.
- Elas foram devoradas.
- Uma piada, é com isso que voce me responde?
- Uma merda de uma piada - ele diz, desta vez sorrindo de verdade - SIm, é só isso que eu tenho para oferecer. Eu sinto muito.